segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ente Privilegiado

O homem é um ente privilegiado, pois é, como já dizia Aristóteles, dotado de lógos, isto é, de razão. Razão aqui quer dizer que ele pode pensar e concluir, fazer escolhas. Diferente dos outros animais da natureza – sem entrar aqui na problemática do animal para qual Jacques Derrida apontou –, que não podem opinar nem fazer escolhas, o homem é o mais agressivo de todos os entes viventes na natureza, é o único que pode utilizar seu intelecto para fazer o bem ou o mal.
Mas é engraçado como esse ente usa seu intelecto: enquanto os animais usam o instinto para a própria sobrevivência, o homem faz da sobrevivência uma brincadeira, uma vez que não se preocupa com a vida de ninguém e usa o lógos para a destruição. É curioso ver como ele mata por coisas banais, por vontades egoístas e individualistas.
Aristóteles também dizia que o homem é animal político (zóon politikón) e, por isso, precisa viver em comunidade; isto, por sua vez, quer dizer que ele é sociável e como tal sente falta ou desejo de ter alguém sempre por perto. Esse sentimento é louvável e muito bom, mas quando começam as diferenças... a coisa começa a complicar. Pois podem ser aceitas numa boa ou pode ser que entrem em conflito em qualquer área (aqui vocês podem usar suas imaginações para dizer quais áreas são essas).
Introduzo aqui uma pergunta para ser pensada e respondida por quem quiser e tiver a coragem de respondê-la: afinal, ter o lógos significa privilégio ou não?

0 comentários: